Por incrível que pareça, quase que ao cair do primeiro dia do ano, e depois de ter estado ali, pela ultima vez, no ultimo dia do ano passado, voltou.
Achou que era de bom tom, e já que as doze badaladas não tiveram champanhe nem uvas passas, ter hoje o momento ideal para pedir os seus desejos. Será que os tem? Aquela eterna apaixonada, dona daquele coração completamente enamorado, não ter desejos? Seria de bastante mau grado.
Mas quando pensa em desejos... Não vê nisso a grandeza daquilo que ela quer eternizar e concretizar. Isso talvez porque a palavra sonhos sempre foi a que melhor a caracterizou. Então porque pedir desejos se o que ela quer mesmo é que eles realizem e transformem os seus sonhos?
Na verdade o seu maior sonho é que o ano novo se distinga pela diferença. Que seja mágico e que isso não obrigue, necessariamente a que se faça magia.
A magia é ela e toda a luz que consegue transparecer. É aquele sonho de concluir o curso. O sonho de editar o livro, nem que o contrato seja assinado no ultimo dia de 2015. O sonho d'Ele existir. O brincar até ás tantas, e que essas tantas sejam o prolongamento das tardes cúmplices e intimistas. A balança deixar de ser um pormenor apenas do zodíaco. A cliché e que, por isso, não menos importante, prosperidade. O sonho de sonhar. Viver para sorrir e vice-versa.
Embora aqueles olhares, no jipe, enquanto fumava o cigarro, tenham deixado de existir, não significa que o amor não possa voltar a existir. Mesmo que sem metade dos impasses, dos corpos sentidos um no outro, das tolérias, dos beijos sufocantes, das teimosias, dos sorrisos, das brigas, dos preliminares, das loucuras.... Afinal, pode haver o que houver e vir o que vier mas nenhum deles, nunca, acredita ela, vá ter uma paixão, amor, relação, (des)compromisso, tão (nada) sensato como aquele que mantiveram durante pode dizer-se (seis) anos!
Passou tanto e tão rápido, foi importante de tal modo que ainda hoje, prometendo a si mesma que ontem teria sido o ultimo dia dele no seu capitulo, acabava por cair, novamente, na boca do Lobo. Mas não. Desta vez ela não escreve sem fôlego! Consegue escrever livre e desprendida. De forma deveras desimpedida. Boa!
Parece que, FINALMENTE, começou um novo ano. Não para ela, porque para ela tem sido sempre um novo ano, mas para aquele coração que lhe dá voz e que a tornará uma pessoa igual, mas muito diferente!
1 comentário:
O importante é acreditar sempre no melhor e lutar por conquistar esses sonhos.
r: Temos sim senhora :p ahahah
Muito obrigada! Espero que tenhas um ano fantástico*
Enviar um comentário