Quando estiveres a escrever a história da tua vida, não deixes que ninguém pegue na caneta por ti (...)

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sábado, 21 de junho de 2014

Ela quer, viver.

"Pensei em ti ontem quando cheguei a casa!"
Quando ela leu isto, congelou, ficou com as pernas paralisadas. 
Ele não lhe é, de todo, indiferente. Mas tudo parece ser condicionante. Ela sorri, sorri quando ele apenas lhe diz: "Vem!". Ela não resiste à sedução.
Responde com o murmúrio de um "Humm", aquele beijo no pescoço. Tem sempre a imagem de ser conduzida por ele, no carro, ela com uma mão sob a perna dele, e o de sempre, aquele beijo no pescoço. Que para ele nunca ficaria por ali. Para ele, seriam apenas um, naqueles momentos.
Ela tem um enorme interesse por ele. Tem curiosidade. Tem um carinho especial e diferente. Mas o coração dela. Está preso e fechado. Ela quer esquecer tudo o que passou. Ela não quer apenas um passeio e um beijo. Quer um rapaz. Mas não quer um namorado. Quer um homem! Ela quer, viver. Ela quer ser sempre livre. Mas ao mesmo tempo adoro mimá-lo. Ele admite gostar muito dela. Também o coração dele estando preso, ele admite que há uma parte que só ela completa. Uma parte à qual só ela é capaz de responder.
Ela não sabe o que decidir neste momento, mas espera sempre por ouvir o que ele lhe sabe dizer: "Pensei em ti!"


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