Quando estiveres a escrever a história da tua vida, não deixes que ninguém pegue na caneta por ti (...)

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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Um dia...

Há dias que nos moem. Que nos deixem apáticos. Num vazio. E ao mesmo tempo, mesmo que muito controversamente, são dias de agridoce. De ambivalência. Porque ao mesmo tempo nos fazem pensar o que é realmente importante, como é que o tempo não pára, o que nos é mesmo indispensável e fundamental. 
Há sempre um dia para tudo. Como uma primeira vez para tudo.
Houve um primeiro dia. Péssimo, horrível e terrível. Embora esse tenha sido diferente. Houve um segundo dia. Esse o mais a sério. Quase que se pode considerar o primeiro. Quando tens que conhecer os cantos à casa, desvendar rumos e novas saídas, alimentares-te da esperança de alguns rostos que te envolvem e tentares abstrair-te da tristeza que noutros é notória.
Depois um terceiro dia... Em que pelo menos, já sabes chegar e marcar presença sozinha... Já sabes também dirigir-te à clínica onde é a consulta. De todo o modo não podes deixar de agradecer aqueles voluntários super-ultra-mega-doces-simpáticos-e-disponíveis.
Hoje foi um quarto dia. Uma "estadia" mais curta, sem ter existido sequer cruzamento com os vários voluntários que falava ainda agora, mas sempre a dirigir-me em passo apressado. Afinal os processos eram em edifícios meios opostos.
Hoje as paredes, além daquela que enaltece a palavra "ESPERANÇA" em post-it's, cada um com uma mensagem, que me marcou logo no primeiro dia, mostravam alguns festejos dos 40 anos da ala pediátrica. 40 anos. 40 casos de sucesso. Foram muitos mais... Mas ali estavam aqueles rostos, em molduras, com uma legenda que continha a idade a a profissão. Sim, casos pediátricos de sucesso que hoje são adultos, também de sucesso. Mesmo que não profissionalmente. Mas um sucesso tremendo, na luta, na vitória, e nos grãos de esperança que dão a cada um que olha para o sorriso que ostentam!!
Hoje, neste quarto dia, marcou-me uma coisa. Isto mesmo que acabei de dizer... Os (apenas) 40 casos (dos muitos) de sucesso da ala da pediatria. Eram visíveis não só para os pequeninos, mas para os adultos. Para os acompanhantes. Para os que ali estão, trabalham ou simplesmente estudam. E por isso decidi escrever a primeira vez sobre isso. Sim, porque eu estou a falar de um dia... Um dia no IPO Porto.


1 comentário:

Andreia Morais disse...

Há dias que nos marcam para sempre!