Quando estiveres a escrever a história da tua vida, não deixes que ninguém pegue na caneta por ti (...)

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Um contra o outro.

Data de Dezembro de 2013...
 
A verdade é mesmo essa… desta vez foi a mais diferente de todas.
Admito, admito que nunca pensei no que seria deixar de te falar assim, tao de repente. E nunca pensei no que seria passar um Natal sem eu te desejar umas festas felizes. Não sei o que me parecia não dizer nada. Nem que fosse uma mensagem sem resposta de retorno, ao menos certificava-me que tu a vias. Isso para mim era o mais importante. Saberes que eu não me esqueci de ti. Como sabes, desde sempre. Talvez seja isso que marque toda a diferença e que, ao mesmo tempo, interfira tanto neste pedaço de vida, que, podemos dizer, temos perdido, um com o outro. Ou um contra o outro. Ou um e o outro. Afinal, são cinco anos. Mais vale não pensar nem refletir muito sobre este tempo.
Perco-me nos sonhos, contigo e de ti. Depois, sei que nem adianta debruçar-me sobre eles, afinal não passam de ilusões. Pelo menos agora, neste momento, não passam de meras ilusões.
Penso e repenso. Ao que chegamos… quem diria que esta que hoje se perde de amores por ti é a mesma que não te soube dizer um "Sim", quando tu o querias ouvir. Ficou somente por um "talvez" que na altura, provavelmente, mais se convertia num "Não".
E sabes que mais? Ninguém percebe como ainda dou corda a este sapato. Dou e pelo andar da carruagem, darei.
A tua irmã nem quer falar sobre isso. Nem eu gosto muito de falar com ela sobre isso. Intitula-me de ser tola por causa desta perdição, por ver o que significa e o que faço por ti.
Acho que toda a gente que sabe me intitula assim. Mas a verdade é que não me arrependo de nada do que já fiz. De nada mesmo.
Sabes o que mais me deixa inquieta? O facto de contigo me sentir muito mais mulher. Qualquer ser feminino que se sinta mulher começa a idealizar projetos e sonhos, e acaba por os colocar em cima de um profissão e de uma pessoa. Os pilares já lá estão colocados… são a família, os sonhos sobrepõem-se sobre isso. E é essa pessoa e essa profissão que te fazem sentir mais. Sentir-te com um "M" grande. Porque sabes que a estabilidade dessas bases é necessária. Não chega os alicerces estarem presentes se não sustentarem o resto. Uma independência conquistada. Um futuro a construir. Uma família a reunir. É isso que nos faz sentir Mulher.
E é isso que tu me fazes sonhar. No dia de amanha. Eu não pensava em nada disso. Confesso. Mas passei a pensar. Sou sincera. Aqueles sonhos dos quais não me apetece mesmo acordar de tao reais que parecem ser.
E sabes que mais? Só quero resolver-te a ti. E a mim. Resolver-nos. Resolver os meus sonhos. E isso vai ser feito nos teus olhos. Nem que acabe em discussão, tens de tomar a consciência do que isto é.

1 comentário:

Qats disse...

É exactamente quando criamos os nossos sonhos - sonhos esses que muitas vezes consideravamos aparvalhados e tão remotos... - que tomamos consciência do que estavamos dispostas a fazer, ou a abdicar porque quem nos deu esse direito de sonhar...