Quando estiveres a escrever a história da tua vida, não deixes que ninguém pegue na caneta por ti (...)

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sábado, 23 de fevereiro de 2013

nove, quinze e 23

digo-vos de verdade que hoje era impossível passar sem vir aqui e escrever. escrever, escrever. não sei, até me podem faltar as palavras. até acredito que aconteça. ou até... enfim, até nada. se há coisa que marca a nossa vida são algumas datas e se há datas que marcam aquela minha espécie de relação com o F. é o nove de outubro, o quinze de agosto e o 23 de fevereiro. ora, um por ser o seu aniversário, dois ou quinze por ser o famoso dia em que 'começou' tudo e três ou 23 porque, há dois anos atrás, portanto 2011, foi o dia em que nos chateamos muito a sério, sim foi a partir daí que tudo começou a descambar, e há um ano, que é como quem diz, o ano passado, ou seja em 2012, faz hoje um ano, decidiu por bem mandar-me uma mensagem e começamos a falar de novo. falar que é como quem diz... e hoje, hoje dia 23 de fevereiro de 2013, cá estou eu. aqui sozinha de novo, com ele a kilometros de distância de mim. sem saber sequer como é que ele está, se está bem, mal, melhor, ou pior. acredito que esteja bem, acredito e quero acreditar porque se não vou ficar ainda mais em baixo do que o que toda esta situação me deixa. eu já disse a mim mesma, um enorme numero de vezes, que tinha, tinha de acabar. mas nunca consigo deixar de pensar. porque quando começo a desligar-me desses pensamentos, acontece coisas destas, que não posso modificar. aparecem estas datas que tanto significam, e que estão gravadas e protegidas de apagar.
sinceramente, acho que vivo constantemente enamorada por ele. e sinceramente, não sei bem o que mais poderei fazer. hoje era daqueles dias que adorava falar com ele. mas não o vou fazer, é claro! hoje é também o 51° dia que ele lá está (é verdade que eu tinha dito que não ia contar os dias, já vos disse, mas é quase que incontrolavel)
não vou dizer mais nada. não vale a pena. e como devem calcular hoje é um dia um bocado de treta para mim, porque não consigo esquecer as coisas, pelo contrário, relembro-as!







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