... and I will not forget! never! I promise! ... but sometimes, we have to let go! 2008* ♥
e depois de termos acabado uma, duas, três, ... mil vezes, há sempre algo que fica. e que volta. ou que, acredito mais, nunca chega a ir. e mais uma vez, depois de ter acabado, voltou. voltou para ir. e eu nunca vou conseguir dizer goodbye, mas... mas tenho que o deixar ir. ele sabe que eu sei as coisas, mesmo que ele não me tenha dito nada. e por ele saber tudo isso, não me diz. arranja sempre escapatória. e daquela forma que ele tão bem me sabe dar a volta.
eu sabia que ele ia. ele sabia que eu sabia isso. e ainda em 2012, recebo uma mensagem inesperada, por volta das seis da manhã, a questionar-me se estava acordada e se podia vir ter comigo. certo é que eu acordei com a mensagem, o que não é costume (perguntei a mim mesma se seria o destino), e o que é certo, é que a mensagem tinha de ser logo naquele dia, naquele dia que eu tinha ficado sem mensagens à meia noite. incrível aquela pontaria. meu deus. (daí eu ter falado em destino...)
seja. não deu. respondi-lhe de manhã. achou por bem não me dizer nada. mas depois lá decidiu dar sinal de vida... e as tentativas foram muitas, e não conseguimos estar juntos. por um lado estava bem, porque se isto realmente deve acabar, e se realmente o tem de ser tem muita força, que acabe. que soframos tudo de uma vez, mas que acabe para os dois. contudo, ao mesmo tempo, estava cheia de medo. cheia de medo de não me despedir dele. queria fazer-me difícil e dizer-lhe não, mas o meu coração só palpitava "sim! sim! sim!". chega-se a noite de trinta de dezembro.
F.: posso ir buscar-te?
A.: estou em casa, com os meus pais.
F.: isso quer dizer que não podes?
A.: já é tarde.
também não me estava a apetecer dizer aos meus pais que ia sair aquela hora. e com ele. conclusão. não estivemos juntos. e foi aí que ele me disse que não iríamos estar mais juntos.
A.: o quê? porquê?
F.: porque eu não vou poder.
A.: vais para fora outra vez?
F.: não interessa isso agora.
A.: sabendo como és, já sei que isso significa um sim. e mais uma vez não me queres enfrentar com isso. e vai ser já no ínicio do ano, não é? claro que sim, para falares dessa maneira. seja! não vou andar com joguinhos e etc, se tu sabes que eu quero estar contigo antes de ires.
F.: ja nem hoje dá, mais uma oportunidade...
dia trinta e um, mais do mesmo. mas hoje não dava de forma alguma.
na tão famosa passagem de ano propriamente dita, à meia noite, a mensagem foi simples..
A.: que tenhas um excelente 2013!* adoro-te.
F.: igualmente. beijo.
não consegui não responder, embora as coisas não estivessem propriamente famosas entres nós...
A.: não te esqueças de quem gosta e faz muito, de ti e por ti!
mais conversas no dia um e dois, mas sempre a arranjar escapatória para não me dizer quando ía. embora eu já palpitasse. depois consegui a confirmação. exato. eis que no dia três, estava eu a vir da faculdade para casa, no autocarro, e a pensar que lhe devia mandar uma mensagem, porque de certeza ele ía muito dentro em breve... só que... o que escrever? o que dizer? como lhe explicar? como me expressar?
vou ao telemóvel e tinha uma mensagem dele...
F.: estás cá?
A.: estou a ir para aí agora!
F.: tens tempo livre?
A.: tenho, só quando aí chegar.
F.: onde vais estar?
A.: na minha avó porque tenho a festa de anos da minha tia.
F.: a que horas?
A.: é jantar!
F.: anda ter comigo. depois deixo-te em casa.
entretanto liga-me. eu já estava na minha avó. o jantar já estava quase na mesa. mas eu não o podia deixar ir sem me despedir dele. só disse à minha mãe que tinha mesmo de ir ter com ele, para ela não se preocupar. óbvio que a minha mãe, muito reticente, e ao mesmo tempo, irritada por eu não lhe ter dado 'hipótese' de me dizer não, sim porque eu já lhe tinha dito que ele ía para fora, e ela já sabia daquele dia que ele me quis ir buscar a casa, mas eu me desculpei a dizer que era tarde... só me disse, com ar de importante: "vê lá que o jantar está quase na mesa!". entretanto a conspiração começou em minha casa, estavam lá todos, verem-me a sair, todos quiseram saber onde ía. acredito que a minha mãe, um bocado entre os dentes, lhes tenha dado as satisfações. sim porque quando voltei tudo estava com sorrisinhos e piadinhas. ó páááá...
mal entrei no carro percebi que era mesmo para me 'despedir'. estivemos juntos, e não lhe disse tudo o que queria dizer, embora ele tenha percebido tudo. ainda mais do que o que eu queria. aquele abraço apertado. o beijo, de sempre, no pescoço. sim, ou não fosse ele conhecer-me tão bem. aquele 'olha-me nos olhos'. o encostar a minha cabeça no peito dele. mais uma vez, ou não fosse ele conhecer-me tão bem e saber que eu adoro estar assim. as mãos frias entrelaçadas. e aquela ternura. aquele mimo. aquele bem querer. aquele tudo que vai-se a ver e não é nada. ou aquele nada que vai-se a ver e significa tudo.
parecemos nem sei o quê. sempre às turras, e vai-se a ver e não passam um sem o outro. mas o facto de ele não se decidir não ajuda. NADA. não percebo porque andamos nisto. não entendo porquê que dura há tanto tempo. não entendo nada. não o entendo a ele. não me entendo a mim no meio deste filme todo que já vivi com ele. com todos aqueles que me, melhor, que nos rodeiam e não sabem da missa a metade, acham isto estúpido. acham isto estúpido porque de facto o é. mas eu sinto que o meu coração ainda salta, quer e julga ser capaz.
no regresso, quando ele me vinha deixar em casa, nenhum de nós quebrou o silêncio. até ele parar o carro. eu pedi-lhe que tivesse juízo, como se fosse possível. ele só me pediu um beijo.
não queiram ter relações destas. há uma atração sem limites, sem uma razão e sem uma explicação, sem rodeios mas cheia de paixão! da minha parte, eu diria que é amor. e que o amor é mesmo assim. sim, o amor é mesmo assim: absoluto, estúpido e tudo menos sensato.
quanto aos próximos tempos, queria emigrar para lá um fim de semana, sim para lá para ao pé dele, ou então, abolir tudo isto da minha cabeça (tipo missão impossível 475598831). eu sei lá, nem eu sei.
eu sabia que ele ia. ele sabia que eu sabia isso. e ainda em 2012, recebo uma mensagem inesperada, por volta das seis da manhã, a questionar-me se estava acordada e se podia vir ter comigo. certo é que eu acordei com a mensagem, o que não é costume (perguntei a mim mesma se seria o destino), e o que é certo, é que a mensagem tinha de ser logo naquele dia, naquele dia que eu tinha ficado sem mensagens à meia noite. incrível aquela pontaria. meu deus. (daí eu ter falado em destino...)
seja. não deu. respondi-lhe de manhã. achou por bem não me dizer nada. mas depois lá decidiu dar sinal de vida... e as tentativas foram muitas, e não conseguimos estar juntos. por um lado estava bem, porque se isto realmente deve acabar, e se realmente o tem de ser tem muita força, que acabe. que soframos tudo de uma vez, mas que acabe para os dois. contudo, ao mesmo tempo, estava cheia de medo. cheia de medo de não me despedir dele. queria fazer-me difícil e dizer-lhe não, mas o meu coração só palpitava "sim! sim! sim!". chega-se a noite de trinta de dezembro.
F.: posso ir buscar-te?
A.: estou em casa, com os meus pais.
F.: isso quer dizer que não podes?
A.: já é tarde.
também não me estava a apetecer dizer aos meus pais que ia sair aquela hora. e com ele. conclusão. não estivemos juntos. e foi aí que ele me disse que não iríamos estar mais juntos.
A.: o quê? porquê?
F.: porque eu não vou poder.
A.: vais para fora outra vez?
F.: não interessa isso agora.
A.: sabendo como és, já sei que isso significa um sim. e mais uma vez não me queres enfrentar com isso. e vai ser já no ínicio do ano, não é? claro que sim, para falares dessa maneira. seja! não vou andar com joguinhos e etc, se tu sabes que eu quero estar contigo antes de ires.
F.: ja nem hoje dá, mais uma oportunidade...
dia trinta e um, mais do mesmo. mas hoje não dava de forma alguma.
na tão famosa passagem de ano propriamente dita, à meia noite, a mensagem foi simples..
A.: que tenhas um excelente 2013!* adoro-te.
F.: igualmente. beijo.
não consegui não responder, embora as coisas não estivessem propriamente famosas entres nós...
A.: não te esqueças de quem gosta e faz muito, de ti e por ti!
mais conversas no dia um e dois, mas sempre a arranjar escapatória para não me dizer quando ía. embora eu já palpitasse. depois consegui a confirmação. exato. eis que no dia três, estava eu a vir da faculdade para casa, no autocarro, e a pensar que lhe devia mandar uma mensagem, porque de certeza ele ía muito dentro em breve... só que... o que escrever? o que dizer? como lhe explicar? como me expressar?
vou ao telemóvel e tinha uma mensagem dele...
F.: estás cá?
A.: estou a ir para aí agora!
F.: tens tempo livre?
A.: tenho, só quando aí chegar.
F.: onde vais estar?
A.: na minha avó porque tenho a festa de anos da minha tia.
F.: a que horas?
A.: é jantar!
F.: anda ter comigo. depois deixo-te em casa.
entretanto liga-me. eu já estava na minha avó. o jantar já estava quase na mesa. mas eu não o podia deixar ir sem me despedir dele. só disse à minha mãe que tinha mesmo de ir ter com ele, para ela não se preocupar. óbvio que a minha mãe, muito reticente, e ao mesmo tempo, irritada por eu não lhe ter dado 'hipótese' de me dizer não, sim porque eu já lhe tinha dito que ele ía para fora, e ela já sabia daquele dia que ele me quis ir buscar a casa, mas eu me desculpei a dizer que era tarde... só me disse, com ar de importante: "vê lá que o jantar está quase na mesa!". entretanto a conspiração começou em minha casa, estavam lá todos, verem-me a sair, todos quiseram saber onde ía. acredito que a minha mãe, um bocado entre os dentes, lhes tenha dado as satisfações. sim porque quando voltei tudo estava com sorrisinhos e piadinhas. ó páááá...
mal entrei no carro percebi que era mesmo para me 'despedir'. estivemos juntos, e não lhe disse tudo o que queria dizer, embora ele tenha percebido tudo. ainda mais do que o que eu queria. aquele abraço apertado. o beijo, de sempre, no pescoço. sim, ou não fosse ele conhecer-me tão bem. aquele 'olha-me nos olhos'. o encostar a minha cabeça no peito dele. mais uma vez, ou não fosse ele conhecer-me tão bem e saber que eu adoro estar assim. as mãos frias entrelaçadas. e aquela ternura. aquele mimo. aquele bem querer. aquele tudo que vai-se a ver e não é nada. ou aquele nada que vai-se a ver e significa tudo.
parecemos nem sei o quê. sempre às turras, e vai-se a ver e não passam um sem o outro. mas o facto de ele não se decidir não ajuda. NADA. não percebo porque andamos nisto. não entendo porquê que dura há tanto tempo. não entendo nada. não o entendo a ele. não me entendo a mim no meio deste filme todo que já vivi com ele. com todos aqueles que me, melhor, que nos rodeiam e não sabem da missa a metade, acham isto estúpido. acham isto estúpido porque de facto o é. mas eu sinto que o meu coração ainda salta, quer e julga ser capaz.
no regresso, quando ele me vinha deixar em casa, nenhum de nós quebrou o silêncio. até ele parar o carro. eu pedi-lhe que tivesse juízo, como se fosse possível. ele só me pediu um beijo.
não queiram ter relações destas. há uma atração sem limites, sem uma razão e sem uma explicação, sem rodeios mas cheia de paixão! da minha parte, eu diria que é amor. e que o amor é mesmo assim. sim, o amor é mesmo assim: absoluto, estúpido e tudo menos sensato.
quanto aos próximos tempos, queria emigrar para lá um fim de semana, sim para lá para ao pé dele, ou então, abolir tudo isto da minha cabeça (tipo missão impossível 475598831). eu sei lá, nem eu sei.
duas pessoas. o mesmo signo. ela é mais nova que ele, ou ele mais velho que ela. dois maus feitios teimosos. ambos dizem o que querem um ao outro, depois, andam nisto...

1 comentário:
Bem, é engraçado vermos como não estamos sós... ando numa situação parecida à tua: ele diz que não quer nada e eu também digo que não quero nada mais do que o que temos... mas todos pensam que namoramos porque, verdade seja dita, fazemos tudo o que os namorados fazem, e acham ridículo não assumirmos as coisas. É tão confuso, isto tudo...
Já passei por uma relação à distância, também já tive vontade de ir ter com ele muita vez, de começar uma vida com aquela pessoa que deixou tudo para trás, inclusive eu, mas caí em mim a tempo e vi que não era isso que queria. Portanto, consigo perceber-te... tendo em conta que a minha experiência amorosa é tipo fantástica lool :)
Obrigada pelo que me desejaste... eu desejo que sejas realmente feliz este ano, e em todos os outros :)
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