Quando estiveres a escrever a história da tua vida, não deixes que ninguém pegue na caneta por ti (...)

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

hoje não? hoje sim!


Enfim! Devaneios e conversas paralelas. Sempre me ensinaram a aprender, lutar e crescer. Sempre me ensinaram que era mais importante a dignidade do que o estatuto. Sempre aprendi que vale mais andar de cara levantada do que com notas grandes na carteira. E hoje, hoje e depois de louvar a educação que tive, sinto-me perdida. Perdida nesta imensidão chamada mundo. Perdida porque quanto mais conheço as pessoas que vivem nesta mescla de sociedade, que de humanidade tem cada vez menos, assim como de respeito e seriedade, mais dou valor aos pobres bichinhos que se vêm por ai abandonados, bem como às minhas queridas cadelas, que compreendem melhor do que "mil" vozes e ouvidos ao meu redor, que sou mais fieis e leais do que outras "mil" pessoas mascaradas, com uma mascara que não mostra o que são, contudo serve e forma singela porém, e ao mesmo tempo muito descarada, para iludir. Triste? Muito! Revoltada? Ainda mais! Porque não sei, todavia, muito indignada, desconsolada e amargurada, sinto-me uma mais que pessoa, sinto-me uma humana, que todos os dias assiste a enredos irónicos, estórias hipotéticas, encenações de dramas, degraus cada vez mais altos contudo feitos de areia, oxalá não assiste eu a que venha chuva ou tempestade, pois a areia pode desfazer-se! Porque assisto, dias atrás de dias, a falsidades, cenas hipócritas e mesquinhas, falta de civismo e alguéns disfarçados de pessoas, e com uma dose extra de extrema arrogância, que nem em histórias escritas pelos melhores dramaturgos e encenadas pelos melhores atores, se conseguiriam fazer passar pela realidade. Porém, e o que é certo, é que tem vindo a ser a realidade. E não, não é verdade que ela não pode ser mudada. A única coisa que não conseguimos mudar, porque essa vem mais cedo ou mais tarde, é a morte! Mudemos pessoas, lutemos, não se deixem no comodismo da rotineira hora de começar, mudem ao menos os vossos últimos dias. Tentem ao menos que os aplausos que querem receber nos vossos espetáculos sejam honestos. Vamos máscaras. Se o político é um filho de mãe e um corrupto, alguém o lá pôs. Se erraram nos votos, pensem ao menos, para acertar nas vossas próximas decisões. Usem a inteligência. Usem o cérebro. Usem a alma e o bom senso, se é que ainda existem esses muito mais que conceitos. Orgulhem-se dos vossos valores ao invés do mal o vizinho. Não se deixem levar em conversas de tretas. Não se convertam por falinhas mansas. Exijam respostas. Coloquem todos os “porquês” em questão. Mexam-se caramba! Inconsolável, acreditem que estou cansada e desolada, vejo cada vez mais bolas de sabão vestidas e a passear na rua! Passo a explicar-me. Cada vez mais pessoas que são como bolas de sabão, lindas e cintilantes por fora, contudo completamente vazias por dentro. Pronto, teria muito mais a dizer, mas hoje estou assim! Mesmo triste com o mundo que me rodeia! Claro que não estou a falar do meu círculo de amores, que são excelentes pessoas e me dão forças para continuar a lutar, arregaçar os braços e vencer. Encorajam-me! Estou triste é pelo que fui resumindo em pequenos gritos escritos nas linhas acima. Não consigo escrever muito mais, ou dizer muito mais, hoje o dia é de nem as lágrimas saírem, até elas não conseguem sair para não ver este mundo! Hoje é dia de gritos de silêncio, murros de controlo, enfim… hoje nem parece um dia!

Sejam felizes, honrem ser pessoas, ser humanos, sejam dignos de merecer o que a vida tem para nos dar, e não, não sejam maus!


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