Felgueiras, 9 de Janeiro de 2009
O paraíso em Felgueiras
Estava um dia de frio cá em Felgueiras.
E foi por entre esse mesmo frio que por volta das dez horas o céu brotou.
Começou a chorar. Em vez de chuva eram flocos de neve, de tamanho insignificativo, que caíam.
Mas que admiração por parte de todos.
Foi algo magnifico que deixou toda a gente bastante entusiasmada. Fenómeno que não é de admirar, isto porque, pelo que diz a minha avó, o último nevão de dimensão que se possa igualar ao de hoje, mas mesmo assim inferior ao que visualizamos neste dia, foi há cerca de vinte e cinco anos.
Eu encontrava-me na escola, na minha habitual rotina, as aulas.
A hora que começou a folercar coincidiu com a hora do primeiro intervalo da manhã.
Toda a comunidade escolar comentava que estava a nevar. Todos os alunos sorriam.
Até que acabou o intervalo. Tivemos que retomar as aulas.
Porém, a retoma das aulas não teve sucesso.
Os professores não conseguiam captar a atenção dos alunos pois todos olhavam pelas janelas. Se as janelas estivessem fechadas, os olhos dos alunos fixavam-se nas frinchas dos estores.
Até que os professores começaram a deixar os alunos sair das salas de aula e invadir os descampados, invadir os sítios onde conseguiam estar em total contacto com a neve.
Foi muito engraçado.
Os flocos tomaram um tamanho considerável, estava mesmo a nevar.
Depressa o pavimento escolar ficou todo coberto por um manto branco.
Começaram as batalhas de bolas de neve.
Quando o conselho executivo suspendeu as aulas, alguns alunos foram para suas casas, e outros permaneceram na escola devido aos transportes. Havia estradas intransitáveis, o que impossibilitava que muitos chegassem ao quentinho do lar.
Eu a pé, porque a distancia à minha morada o permitia, consegui chegar a casa.
A cidade de Felgueiras estava linda. Tudo estava branco. As árvores, os telhados das casas, o jardim municipal, os jardins que existem em todos os cantos das cidades.
O que mais captou a minha atenção foi indiscutivelmente o campo de jogos exterior da escola, e também a rotunda dos Carvalhinhos.
No tempo de espera até à hora de almoço, peguei na minha amiga de experiências únicas, a máquina fotográfica.
Consegui captar tudo, mal tirava o dedo do botão de captura, estava novamente a pressioná-lo. Tudo à minha volta estava digno de se fotografar, afinal, não é todos os dias que neva em Felgueiras.
Todas as crianças tinham um brilho radiante nos olhos, a ponta do nariz vermelho por causa do frio e um sorriso mais natural do que a neve que caía.
Durante a tarde, sentei-me em frente ao computador. Tinha que ver as inúmeras fotos que já tinha capturado.
Foi um dia muito divertido. Pelo simples facto de que a Natureza é algo inevitável que nos concede momentos únicos e extraordinários.
Agora á noite cá estou eu… A contar-te como foi o meu dia.
É assim amigo diário, mais uma aventura vivida, para ficar guardada entre as tuas folhas…
Cada folha tua, uma nova história nossa…
Sem comentários:
Enviar um comentário